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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Sombras

Como uma sombra persegues-me, a existência de um mim que se esfuma, que me acompanha mas que nunca é realmente eu.

Uma sombra, escura do que foi antes luz, sombrio do que antes foi radiante, triste do que antes foi alegre. a minha sombra acompanha-me, nao sou eu, mas tb o sou. Sou eu retorcida pelo ambiente, pelo que me atinge. Sou eu mas não sou eu.

Uma sombra, não mais que uma sombra.

tento agarra-la po-la no seu lugar, retorna-la a seu dono, mas ela teima em espreitar nos mais reconditos espaços, quando penso que estou sozinha, ou quando estou visivelmente feliz e acompanhada.

A sombra relembra-me o que esta errado e distorcido, aquilo que não consigo mudar, aquilo que quero mudar. a sombra relembra me para sempre que eu não sou perfeita e que estou a falhar.

Eu queria fazer melhor e reparar os danos mas não consigo. É mais forte que eu.

A dormir não há sombras, há dormir há silêncio e paz. 

Não sei onde as sombras vão parar mas não as quero seguir, elas seugem por caminhos retorcidos e longe da nossa essência. É tempo de encontrar o ponto médio onde a sombra se encontra com a essência e onde tudo fica nítido, e somos um só. 


É tempo de mudar de ângulo.

É tempo de iluminar as sombras.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

365 dias



Faz um ano. Um ano em pausa, é assim que o sinto. Um ano que não se passou muito, mas um ano em que tudo foi diferente.

Um ano de Covid, de não poder sair de casa, de aprender a viver com o que temos, sem sonhar, sem esperar mais, um ano sem ti.

Um ano em que refleti muito, sobre ti, sobre a minha infância, sobre as minhas recordações e principalmente onde sarei muitas feridas e te compreendi mais do que já tinha chegado a compreender.

Durmo de consciência tranquila, que fiz e dei tudo e que aproveitei tudo o que podia aproveitar, eu e os meus. Aprendi a dificuldade entre fazer crescer e a nossa liberdade de ser. De amar e de ser amada. Sarei essas feridas, compreendi que o amor chega a todos de maneiras diferentes, mas que é o mesmo, e é esse que me deixa saudade.

Tenho saudades de te ter sempre do meu lado, venha quem vier, saber sempre que me protegias. 

Tenho saudades das nossas conversas parvas e até das nossas discussões. 


Mas não há muito que possa fazer, senão seguir em frente, neste caminho estranho e diferente.

1 ano.

365 dias.

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

A nova realidade, as expectativas e a culpa


Desta vez não descansei, não contemplei. Desta vez não soube ao que costuma saber. Pensando bem acho que tem so a haver comigo, era eu que estava deslocada. Não estava bem ali, estava num limbo de culpa e expectativa que não me parece que ainda tenha saído dele.

Culpa por querer descansar, por querer fechar os olhos e estar quieta. Expectativa daquilo que não poderia haver, o normal. Já nada é normal.é tudo diferente, ligeiramente, mas diferente. O que pressupõe toda huma nova aprendizagem e eu por norma não adoro mudanças. Tudo é novo, tudo é difícil, tudo tem de ser vivido e revivido novamente numa nova constância, diferente.


Erro onde não costumo errar, deixo o que não costumo deixar e acima de tudo não faço o que costumo fazer.


Faltaram me os beijos, o carinho e o amor. Porque não realidade eu só queria fechar os olhos e desaparecer por um segundo. Ser só eu, pequena a ter atenção, ser só eu a ser tratada e mimada.


Desculpem, errei convosco, mas admiti o erro, agora é tempo de aprender e melhorar.


Não foi tudo difícil, houve conquistas grandes, houve liberdades conquistadas para todos. Houve uma ligação à terra mesmo no final que tinha faltado e que me serenou o espirito. Ainda assim doi me retornar, tudo é diferente e ainda n encontrei o caminho.